Funcionários do hospital de Laguna organizam protesto

Funcionários do hospital de Laguna organizam protesto

Passeata ocorrerá na quarta-feira devido ao atraso nos salários, entre outras cobranças.

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Foto: André Luiz/Difusora

Funcionários do Hospital de Caridade Senhor Bom Jesus dos Passos, em Laguna, vão promover uma passeata pelas ruas do centro da cidade na próxima quarta-feira, a partir das 13 horas. A manifestação terá início no próprio hospital. Será, entre outros motivos, um protesto contra o atraso do pagamento do 13º salário.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Tubarão e Região, Denise Matos de Freitas, a passeata também será contra recentes demissões, que, segundo os funcionários, estariam ocorrendo em retaliação à última greve no hospital, deflagrada no fim de dezembro passado.

“Apenas quem fez greve está sendo demitido. Para pagar os salários, eles não têm dinheiro. Agora quero ver como vão pagar férias, 13º salário, rescisão, dessas pessoas que foram para a rua. Além disso, a direção chegou a dizer que, se os trabalhadores procurassem o sindicato, a coisa ficaria pior para eles”, relata Denise. Ela afirma que até o início da tarde de ontem o salário de janeiro ainda não havia sido pago.

Em relação ao 13º salário, a presidente do hospital, Regina Ramos dos Santos, diz que o pagamento deve ser efetuado nos próximos dias, assim que for feito o repasse de um empréstimo contraído pela instituição.

Os funcionários também irão protestar na quarta contra mudanças nos horários de trabalho e os remanejamentos que estão ocorrendo em diversos setores. “Iremos para a rua com carro de som, megafone, faixas. Vamos reivindicar os nossos direitos”, promete a presidente do sindicato.

Administrador nega demissões por retaliação
O administrador do hospital, Carlos Alberto Batista, confirma que houve quatro demissões, mas nega que tenham qualquer relação com uma suposta retaliação por causa da greve de dezembro. “As demissões ocorreram por contenção de gastos. A crise é grande, e nós temos a obrigação de manter o hospital funcionando”, afirma.

Batista explica que, na atual configuração, a folha de pagamento da instituição está mais alta do que ela poderia pagar. “Não tem retaliação. Inclusive podemos até readmitir estas pessoas mais adiante”, diz.

Sobre os remanejamentos, o administrador afirma que eles são necessários para que não haja novas demissões.

Fonte: Notisul

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