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Acessibilidade no centro histórico é foco no Dia da Mobilidade Urbana
Postada em 01/05/2010
Estudantes experimentam andar com cadeira de rodas na praça
Nos 25 anos de tombamento do centro histórico a discussão é: como qualificar esses espaços públicos para torná-los acessíveis a todos? É isso que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan, Governo Municipal e comunidade estão discutindo no Dia da Mobilidade Urbana em Laguna, nesta sexta-feira, dia 30, no Clube União Operária. Na praça Vidal Ramos, estudantes e a comunidade assistiram a apresentações culturais e experimentaram como é andar com cadeira de rodas no centro histórico.
Escolhida entre sete cidades do Brasil para desenvolver o Plano de Mobilidade Urbana, através da empresa ITV - contratada pelo Iphan - , Laguna precisa melhorar as condições de acessibilidade do centro histórico. A proposta é desenvolver novas formas de se intervir nesses espaços.
“Essa é um importante marco para a cidade, quando partimos de um momento em que se discutia o tombamento e agora a preocupação é quanto à sua qualidade”, salienta Dagoberto Martins, secretário de planejamento urbano.
Os problemas estruturais dos centros históricos começaram a surgir após a década de 60, principalmente nos últimos anos, quando o desenvolvimento econômico resultou no aumento da frota de veículos.
Segundo a pesquisa realizada pela empresa ITV, em Laguna existe uma média de 3,4 habitantes por veículo. Mais de 50% da população usa transporte individual. A maioria são carros e motos.
Esta realidade resulta na degradação do patrimônio histórico, congestionamentos, poluição e demolição de edifícios com alto valor cultural.
Porquê essas conseqüências? Excesso de cargas, poluição, tráfego intenso geram impactos nos prédios históricos que não foram construídos para suportar essa intervenção.
O fato é que esse “despreparo” de centros históricos resulta na ausência de espaços para outros modos de transporte, como a bicicleta, por exemplo. Muito usada no município.
O pedestre também tem muito a reclamar. São calçadas estreitas, postes, sinalização de forma inadequada e elevações. O cadeirante encontra, além de todos esses problemas, o desnivelamento das ruas e calçadas.
Uma das soluções, segundo o Plano de Mobilidade, está na integração entre diferentes formas de locomoção, ordenamento do tráfego e o desenvolvimento de modos de transporte não motorizados.
Planejar o futuro, de acordo com a responsável pelo escritório técnico do Iphan na cidade, Ana Paula Cittadin, é trabalhar ações a longo prazo.
Esse “cuidado” com o centro histórico e a importância do tombamento está na paisagem de um patrimônio preservado. A cidade cria uma identidade.
Como isso será feito em Laguna?
O diagnóstico inicial, realizado pela empresa ITV, ficou pronto em março. A elaboração do Plano, com as propostas de intervenção, desenho urbano para humanização dos espaços, hierarquia e articulação viária, além de marco legal e outros condicionantes de um Plano de Mobilidade, foram entregues este mês.
Os estudos foram debatidos neste primeiro encontro, através de oficina participativa em que todos os participantes deram sugestões e detectaram os problemas da cidade.
Uma comissão será formada por representantes do Iphan, Prefeitura, comunidade, portador de necessidades especiais e idosos.
O Iphan promoverá reuniões de ações de articulação para implantar as propostas do Plano.
Fonte: Prefeitura Municipal de Laguna





