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Comemorações do Dia da Pátria iniciam nesta quarta-feira
Postada em 31/08/2010
O Governo Municipal de Laguna, por meio da Secretaria de Educação, inicia nesta quarta-feira, dia 1ª de setembro, as comemorações alusivas ao Dia da Pátria no município, data que marca a independência do Brasil de Portugal.
Às 8h, na praça República Juliana, autoridades, convidados, escolas e entidades farão o hasteamento da bandeira nacional. A Marinha irá participar com o tradicional toque de apito.
Estudantes da Escola Luís Pacheco dos Reis, as crianças dos centros de educação infantil Pequeno Cisne, Padre Augustinho e Pequeno Príncipe estarão realizando apresentações para homenagear o Brasil.
Entre o dia 2 e o dia 6 de setembro, escolas e centros de educação infantil (CEIs) estarão em suas sedes, junto com a comunidade, realizando o hasteamento das bandeiras e apresentações cívicas, sempre a partir das 8h.
No dia 7 de setembro, o desfile cívico vai passar pela Avenida Colombo Machado Salles, centro da cidade, com o palanque das autoridades montado em frente ao Mercado Público.
O desfile desse ano vai ter as escolas públicas e particulares, Polícia Militar e Ambiental, Corpo de Bombeiros, entidades, escolas e CEIs do município, contabilizando 30 grupos. O desfile inicia às 9h, antes irá ocorrer solenidade na Praça República Juliana com participação das autoridades.
A concentração para o desfile acontece nas mediações do Colégio Almirante Lamego e a dispersão vai ser nas proximidades do Cine Mussi. O desfile está previsto para o término ao meio-dia.
Um pouco de história
Denomina-se Independência do Brasil ao processo que culminou com a emancipação política do nosso país do reino de Portugal, no início do século XIX.
Oficialmente, a data adotada é 7 de setembro de 1822, quando ocorreu o episódio do chamado Grito do Ipiranga. Segundo a história oficial, às margens do riacho Ipiranga, hoje de São Paulo, o Príncipe Regente Dom Pedro, bradou perante a sua comitiva: Independência ou Morte!
A moderna historiografia em História do Brasil, afirma que o início do processo de independência se deu com à chegada da Corte Portuguesa ao Brasil, no contexto da Guerra Peninsular, a partir de 1808, quando a Corte Portuguesa transferiu-se para o Brasil, fugindo das tropas de Napoleão Bonaparte.
O regente Dom João VI abriu os portos do país, permitiu o funcionamento de fábricas e fundou o Banco do Brasil. O país tornou-se, em 1815, Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Em 1818, Dom João VI foi coroado rei.
Três anos depois voltou para Portugal, deixando seu filho mais velho, Dom Pedro, como regente do país.
D. Pedro, o então principe regente, recebeu uma carta da Corte de Lisboa exigindo sua volta para Portugal. Por muito tempo os portugueses insistiam pois queriam recolonizar o Brasil e a presença de D. Pedro impediria essa façanha.
Dom Pedro não concordava com a atitude de Portugal e assim que recebeu a carta respondeu: "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico". Esse pronunciamento ficou caracterizado como o Dia do Fico e foi realizado em 9 de janeiro de 1822.
Depois do dia do Fico, D. Pedro começou a tomar providências para que a Independência de fato acontecesse.
D. Pedro Convocou Assembléia Constituinte, organizou a Marinha de Guerra, obrigou as tropas de Portugal a voltarem para o reino e determinou que nenhuma Lei de Portugal seria colocada em vigor no Brasil. Além do mais, o povo também lutava por Independência.
Após várias medidas, D. Pedro viaja para Minas e São Paulo, acalmando a sociedade que estava preocupada com os novos acontecimentos que poderiam causar alguma instabilidade social.
Durante esta viagem, recebe nova carta que anula a Assembléia e exige volta imediata do príncipe.
Ao receber essas notícias, D. Pedro estava indo para São Paulo e estava próximo as margens do Ipiranga. Após ler as notícias, levantou a espada e gritou: Independência ou Morte.
No mês de dezembro do mesmo ano, D. Pedro foi declarado Imperador do Brasil livre.
Fonte: Prefeitura Municipal de Laguna





