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Condomínio de corujas buraqueiras nas dunas do Mar Grosso

Postada em 05/12/2009
Foto Notícia

Onze ninhos de corujas buraqueiras foram sinalizados nas dunas do Mar Grosso, na tarde desta sexta-feira, por técnicos da Fundação Lagunense do Meio Ambiente.

A população da especíe cresceu no local, ano passado eram cinco ninhos. O motivo seria a fartura de alimentos na área e a tranquilidade para cuidar dos filhotes. Uma placa foi colocada no local, desde o ano passado, alertando sobre os condomínos.

O trecho de duna que separa o calçadão da faixa de areia é predileto.

A coruja buraqueira, uma das espécies mais curiosas que habitam o litoral catarinense.

Ao contrário das demais corujas, a buraqueira voa durante o dia e costuma sair para caçar no ensejo do crepúsculo.

Embora o litoral não seja seu habitat específico, ela procura os balneários para se reproduzir pela facilidade de encontrar alimentos e escavar os ninhos no chão arenoso. Cada toca tem entre 1,5 a 2 metros de profundidade e é aberta com a ajuda das garras e das asas.

Antes de colocar os ovos, a ave forra o interior com folhas, pedaços de papel e pequenos galhos. O período de reprodução coincide com os meses de verão. A encubação é de 25 dias. Os filhotes permanecem no buraco em torno de um mês.

Nesse período os pais tornam-se agressivos.

Diante da aproximação de estranhos ou situações de perigo, o macho (menor) e a fêmea voam para longe do ninho, emitindo sinais de alerta. O som faz com que as crias busquem proteção no interior da toca.

Com o auxílio de um binóculo e um pouco de paciência, no entanto, é possível observar as corujinhas a se aventurarem a uma distância segura do abrigo.

Outra curiosidade em relação às corujas buraqueiras é que elas normalmente pairam no ar quando caçam. Embora também possa ser encontrado em seu cardápio roedores e caranguejos fantasmas (o "Maria Farinha"), sua dieta é composta basicamente de insetos (besouros, grilos, gafanhotos, etc.). São, portanto, controladoras naturais das populações desses artrópodes.

A sobrevivência dessas aves nas praias do litoral depende da preservação de seu habitat. Principalmente as áreas de dunas e restingas.


Fonte: Prefeitura Municipal de Laguna

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