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Energia elétrica mais pesada no orçamento do consumidor

Postada em 03/08/2011
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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) homologou ontem o reajuste de 7,97% nas tarifas de energia elétrica dos 2,3 milhões de consumidores da Celesc. Na prática, para o consumidor final, o efeito médio percebido é de 1,19% - bem abaixo de 2010, quando o percentual foi de 9,85% - e o menor desde 2009.

O presidente da Celesc, Antônio Gavazzoni, explica que o pleito enviado pela empresa à Aneel previu basicamente a cobertura dos gastos operacionais regulados e dos custos não gerenciáveis, tendo por base os realizados nos últimos 12 meses, em conformidade com a fórmula de reajuste prevista no contrato de concessão. "Sabemos que a energia elétrica é um bem de primeiríssima necessidade e um indutor do desenvolvimento. O reajuste tarifário foi significativamente influenciado pela redução dos custos de compra de energia elétrica e particularmente por conta da queda da cotação do dólar ? moeda em que é tarifada a compra pela Celesc da energia proveniente de Itaipu", explica.

Segundo Gavazzoni, o reajuste prevê somente a cobertura dos gastos estritamente necessários, atendendo, inclusive, a apelos de associações representativas da indústria. "O reajuste poderia ser ainda menor se houvesse maior redução de valores não gerenciáveis pela Celesc", completa.

As fortes chuvas do início do ano tiveram influência no baixo reajuste, já que os reservatórios cheios demandam menor número de usinas termelétricas ligadas. A energia gerada nessas usinas é mais cara do que a produzida nas hidrelétricas.



Fonte: Portal Sul Notícias

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