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Família acusa hospital de Laguna por negligência
Postada em 06/01/2012
A família da jovem Bruna Cabral, 19 anos, morta ontem em Araranguá, acusa o Hospital Nosso Senhor Bom Jesus dos Passos, de Laguna, de mau atendimento. Bruna deu à luz a um menino no sábado. Ela estava grávida de sete meses. No domingo, ela começou a passar mal. Familiares afirmam que ela teria morrido em decorrência do esquecimento de parte da placenta no abdômen. O Hospital Regional de Araranguá deve entregar em 20 dias um laudo sobre a causa da morte da paciente.
Segundo Morgana Souza, casada com um primo de Bruna, a jovem procurou o hospital no sábado já em trabalho de parto. No domingo, ela começou a passar mal e, na segunda-feira, foi transferida para Araranguá. "Ela foi para a UTI do hospital de Araranguá e o menino para a neonatal de Tubarão. Pelo que falaram para nós, em Araranguá, ela ainda tinha restos de placenta na barriga", afirma Morgana.
Bruna ficou internada de segunda até ontem pela manhã em Araranguá, quando não resistiu ao tratamento e faleceu. O corpo foi trazido na tarde de ontem para Laguna e está sendo velado na capela de Cabeçudas, comunidade onde reside a família. Bruna era casada e tinha outra filha, de três anos.
A diretora clínica do hospital, Rosane Vick, afirma que a instituição está averiguando o caso. "O que temos pelo prontuário é que a paciente deu à luz às 10h22, e já no sábado estava sendo medicada com três antibióticos. Temos ainda outro prontuário, de algumas semanas atrás, de uma internação por infecção urinária. Uma das possibilidades para partos prematuros é uma infecção, e esta internação anterior pode estar vinculada. Mas, por enquanto, sem outros exames, não podemos confirmar isso. No domingo, já começamos os procedimentos para uma transferência para o hospital de Araranguá, porque em Tubarão não havia vagas para a UTI e ela precisava tomar outros antibióticos mais fortes, que não temos aqui no hospital", afirma Rosane.
De acordo com a médica, a transferência para Araranguá teria demorado pelo menos 12h, já que o Samu de Laguna não tem médicos para acompanhar estes casos. "A transferência só ocorreu às 11h55", relata Rosane. Ainda segundo a médica, o esquecimento de parte da placenta não teria uma "grande contribuição para o quadro infeccioso que a paciente apresentava ao ser transferida".
Fonte: Colaboração/Diário do Sul.
Fonte: Portal Sul Notícias





