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Governador fala sobre fuga do Complexo Penitenciário de Florianópolis
Postada em 28/06/2011
O governador Raimundo Colombo concedeu entrevista, nesta segunda-feira (27), para falar sobre a fuga de 78 detentos do Complexo Penitenciário da Grande Florianópolis. A entrevista foi realizada pela equipe da Secretaria de Comunicação do Estado.
Secom – Governador, essa é a segunda grande fuga que ocorre naquele presídio desde o começo do ano. O que está sendo feito para impedir que outro fato como esse volte a acontecer em um futuro próximo?
Raimundo Colombo (RC) – Primeiro, nós estamos fazendo todo um inquérito administrativo para identificar as falhas, superar e resolver. Segundo, vamos reforçar toda a segurança permanentemente na parte interna e na parte externa. Agora, é um absurdo ter uma penitenciária destas, esse centro de triagem, aqui no centro da cidade, e isso nós já tomamos providências, vamos construir uma nova.
Secom – Como e onde será construída a nova penitenciária da região da Grande Florianópolis? O Estado vai realizar alguma parceria para viabilizar a construção?
RC – Já localizamos a área de terra em que vamos fazer a desapropriação do terreno e no prazo de até 11 meses o novo centro penitenciário estará construído. Ele será na divisa entre Paulo Lopes e Palhoça, aí nós vamos resolver esse problema de vez, para que não ocorra mais esse tipo de incidente, que é extremamente grave e preocupante e que nós precisamos proteger e fazer a nova penitenciária. Em uma posição, agora intermediaria, iremos reforçar toda a segurança e rever toda a parte administrativa do local. Para ter a agilidade necessária, vamos fazer por licença de licitação. Já temos o modelo e o projeto que veio do Ministério de Justiça. Nós concordamos e aprovamos esse projeto e ele será executado. É um projeto dentro de uma análise de recuperação do presidiário, de reinserção dele na sociedade, de qualificação profissional, mas com toda a segurança máxima, aliando todas as condições de recuperação e de segurança.
Secom – O que será realizado no local da antiga penitenciária após a sua desativação?
RC – Não vamos fazer especulação imobiliária. Não vamos vender aquela área. Ela vai ficar para utilização pública, essa é a nossa grande decisão. Tenho certeza de que isso é o que toda a cidade de Florianópolis quer.
Secom – Enquanto a nova penitenciária não fica pronta, como atenuar os problemas estruturais encontrados na penitenciária de Florianópolis?
RC – Estamos construindo novos presídios em Chapecó, em Lages e em Tubarão. Já ativamos um em Itajaí, estamos ativando agora a penitenciária do mesmo complexo. E vamos reforçar esse de Florianópolis de forma provisória, porque a solução definitiva é a construção da novo. Esse prédio é antigo, de quase 80 anos, já não tem mais as condições necessárias de uso, e sua localização é inadequada.
Secom – Qual seria então o modelo adequado para lidar com a questão prisional no Estado, em um cenário em que as cadeias estão superlotadas, há milhares de mandados de prisão expedidos e uma tendência no aumento da população carcerária?
RC – Prender é uma etapa importante, mas recolocar, reinserir na sociedade o presidiário, é fundamental. Nós temos algumas experiências que são positivas. Por exemplo, na Penitenciária de Joinville, de cada dez presos, nove são reinseridos na sociedade. E como é feito isso? Há uma associação entre empresa privada e a administração, de tal forma que, além do presidiário trabalhar, ele tem salário e, a cada três dias trabalhados, ele reduz um dia na pena, e também se forma profissionalmente. Quando ele cumprir a pena, ele vai voltar para a sociedade e vai ter oportunidade de trabalho na própria empresa na qual ele aprendeu a trabalhar ou, ao menos, teve uma capacitação. Esse é o melhor modelo e o estamos ampliando nas nossas unidades no Estado. O novo complexo penitenciário vai permitir que os presos possam trabalhar e que, assim, tenham condições de se reinserir na sociedade, que nós daremos oportunidade.
Fonte: Governo de SC





