Família espera 48h para sepultamento

Família espera 48h para sepultamento

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Foto: Decom PML/Divulgação

A família de uma lagunense passou por momentos difíceis. Se não bastasse o luto pela morte da matriarca, familiares tiveram que aguardar quase 48h para poder sepultá-la. O motivo seria a falta de um jazigo.

Após muito impasse e depois de ‘bater em muitas portas’, Jadina Gomes,  filha de Eva Gomes, de 57 anos, falecida no domingo, conseguiu a doação de um espaço para poder sepultar a mãe.

“Cheguei a pensar em levar o corpo da minha mãe para casa. Não sabia mais a quem recorrer, para quem pedir ajuda. Fui à prefeitura, à polícia, ao Ministério Público, e este determinou o sepultamento, por parte da prefeitura, até o começo da tarde, mas não foi cumprido. Nós tínhamos plano funerário, mas não tínhamos o espaço no cemitério. Minha mãe era uma pessoa simples, que morava em Laguna sozinha”, conta Jadina.

Na prefeitura, segundo Jadina, informaram que não tinham mais jazigos disponíveis. “Moro em Criciúma e desde domingo estava com a minha família em Laguna e nada se resolvia. É um desrespeito com o ser humano. Ela não tinha dinheiro para comprar esse terreno e ficamos na funerária com o corpo da minha mãe até que achássemos  um anjo, que nos ajudou a sepultá-la”, desabafa a filha de Eva.

Numa última tentativa de buscar uma solução, Jadina, na tarde de ontem, foi até o cemitério, e lá encontrou alguém que se disponibilizou a ceder um espaço para sepultar a lagunense. “Nunca vou poder agradecer o que essa pessoa fez”, fala Jadina, que preferiu não revelar o nome do
doador.

Sem resposta

Sobre a situação, a reportagem do DS procurou a prefeitura de Laguna. Conforme a assessoria, a história foi conhecida através das redes sociais momentos antes do sepultamento. Mais tarde, após o enterro, a assessoria informou que a situação havia sido resolvida. Já sobre o cenário dos cemitérios, a informação é que os responsáveis pelo assunto estavam em reunião e não foi possível fazer contato com eles até o fechamento desta edição.

Fonte: Diário do Sul

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