Passeata contra exploração sexual e abuso infantil acontece no próximo dia 22

Lembrado todos os anos, o dia 18 de maio, que marca o combate à exploração e abuso sexual de crianças e adolescentes, será tema em Laguna com uma passeata na quarta-feira, 22 de maio. A caminhada passará pelas ruas Gustavo Richard, Raulino Horn e 13 de Maio, no Centro Histórico, partindo e finalizando na escola Almirante Lamego.

“Trabalhamos durante todo esse mês sobre o assunto, procurando informar e conscientizar que a violência existe e deve ser combatida”, frisa a coordenadora do Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas), Juliana Oliveira. O Creas é um dos órgãos que auxilia as vítimas na hora de fazer suas denúncias (saiba mais ao fim do texto).

A passeata é realizada anualmente na cidade e conta com a participação de vários órgãos municipais e das escolas do município. “O Creas se coloca à disposição dos educadores para informar e capacitar sobre o tema, podem nos procurar e iremos até às unidades escolares assim como podem também vir até nossa sede, no Centro”, finaliza Juliana.

SC registra mais de 10 casos por dia

Segundo dados divulgados pelo Tribunal de Justiça do estado (TJ-SC) nesta semana, Santa Catarina, registra mais de 10 notificações por dia de casos envolvendo abuso ou exploração infantil. Conforme o levantamento, 3,8 mil notificações foram registradas ao longo de um ano.

No estado, a cada mil habitantes a região de Laguna tem o menor índice de notificações com 1,8 casos, enquanto que no Extremo Oeste são 3,5 casos registrados entre jovens com idades entre zero e 17 anos.

Nacionalmente foram registradas 33.411 denúncias anônimas sobre o tema recebidas pela Polícia Federal no último ano, resultando em mais de mil laudos de análise de conteúdo de pornografia envolvendo crianças e adolescentes.

Sobre a data 18 de maio

A data 18 de maio foi criada pela Lei Federal 9770/2000 e lembra o caso Araceli, ocorrido em 1973, em Vitória, capital do Espírito Santo. A menina tinha 9 anos quando foi morta, após ter sido sequestrada, violentada e abusada sexualmente. O corpo foi encontrado seis dias depois, desfigurado por ácido, em um terreno perto de um hospital local.

Como ajudar

Mudanças de comportamento são o principal indicador de que a criança ou adolescente sofreu abuso sexual. O sinal mais comum é conhecido como “muro do silêncio”, onde a vítima sente medo de sofrer represálias ou é ameaçada para que não denuncie seu agressor.

Outros sinais que podem indicar algum tipo de violência sofrida é dificuldade de relacionamento em grupo e isolamento social; problemas com o sono como pesadelos, insônia ou medo de dormir; aparecimento de sintomas de doenças sexualmente transmissíveis; fugas frequentes do lar; mudanças repentinas de humor; dores nos órgãos sexuais; entre outros.

As denúncias podem ser feitas anonimamente pelo disque 100 ou 181. O Creas também recebe notificações podendo ser comunicado, diretamente em sua sede na Rua Barão do Rio Branco, 25, Centro ou pelo telefone (48) 3644-2049.

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